Nascida
na Corunha, em Dezembro de 1970, mudou-se com a sua família para Burgos.
Depois
de terminar o ensino médio, estudou Jornalismo na Universidade
Complutense de Madrid, onde obteve a sua Alma mater.
Em
Burgos, trabalhava de manhã e passava as tardes estudando no Clube Arlanza
(pertencente à Opus Dei). Participou também no Caminho Neocatecumenal.
Na
noite de 21 de Janeiro de 1992, foi sequestrada em frente à sua casa, após
retornar do Arlanza Club, por um homem que a levada para uma área remota
da cidade. O agressor queria fazer sexo com ela, porém ela se opôs aos seus
desejos. Ele então atacou-a violentamente, mas ela defendeu-se e não deixou o
estupro acontecer. Ele então esfaqueou-a 14 vezes no lado esquerdo, chegando a
perfurar o coração.
O
corpo da jovem Obregón foi encontrado cinco dias após o assassinato. Segundo o
laudo pericial, ela morreu na madrugada do dia 22 de Janeiro. No corpo da
vítima foram encontradas inúmeras escoriações e hematomas. O laudo afirma que
os ferimentos surgiram em decorrência da defesa dela contra o agressor.
A
Arquidiocese de Burgos, ao tomar conhecimento da trajectória de Obregón,
iniciou esforços para beatificá-la em vista do martírio que sofreu por defender
a sua castidade.
Em
28 de Abril de 2007, a Congregação para as Causas dos Santos anunciou
que a Santa Sé não via obstáculos para iniciar o processo da sua
beatificação. A fase diocesana do processo foi iniciada em 14 de Junho de 2011,
pelo arcebispo Francisco Gil Hellín.
Em
11 de Fevereiro de 2019, toda a documentação reunida sobre o martírio da jovem
Obregón foi recebida na Santa Sé para estudo.
