Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEHenry Jaynes Fonda, actor de cinema norte-americano, nasceu em Grand Island no dia 16 de Maio de 1905. Morreu em Los Angeles, em 12 de Agosto de 1982. É o patriarca de uma família de actores, entre os quais se contam os filhos Jane Fonda e Peter Fonda e a neta Bridget Fonda.
De origem holandesa, estudou Jornalismo na Universidade de Minnesota, mas abandonou o curso no segundo ano. Em 1925, quando já estava a trabalhar numa empresa em Omaha, foi convidado para fazer um papel importante numa produção amadora da Omaha Community Playhouse. Apaixonou-se pelos palcos. O seu primeiro trabalho profissional teve lugar na peça “You and Me” de Philip Barry.
Em 1928, já em Manhattan e nos University Players, protagonizou “Devil and the Cheese”, ao lado de Margaret Sullavan, que se tornaria sua primeira esposa dois anos depois. O casamento duraria pouco mais de um ano e Henry foi para Hollywood fazer cinema.
A sua estreia no cinema foi em 1935, repetindo o papel que já fizera no teatro na adaptação de “The Farmer Takes a Wife”. Durante a sua carreira, entrou em cerca de noventa filmes e foi dirigido por alguns dos maiores realizadores, como John Ford, Fritz Lang e Alfred Hitchcock.
Ainda na década de 1930, tornou-se amigo de outro actor estreante, James Stewart, amizade que durou até à sua morte. Em 1936, casou-se com Frances Seymour Brokwaw, uma americana rica e divorciada com quem teve dois filhos, os também actores Jane Fonda e Peter Fonda. O casamento terminou tragicamente em 1950, com o suicídio de Frances, após uma crise nervosa. Henry Fonda casar-se-ia mais três vezes.
Antes de partir para a Segunda Guerra Mundial como contramestre, fez mais de vinte filmes, alguns de grande êxito – tanto nas bilheteiras como junto da crítica. Entre outros, salientam-se: “Jezebel”, “Jesse James”, “Ao rufar dos tambores” e “As vinhas da ira”, com o qual foi nomeado para o Oscar de Melhor Actor.
No final da década de 1940, o seu regresso ao cinema e aos palcos foi um sucesso, com o filme “Paixão dos fortes” dirigido por John Ford e o espectáculo “Mister Roberts” que ficou três anos seguidos nos palcos de Filadélfia e Nova Iorque.
Nas décadas de 50, 60 e 70 dividiu-se entre os palcos e os ecrãs do cinema. No início dos anos 70, ao protagonizar um one-man-show em Nova Iorque, desmaiou nos camarins e teve que ser internado num hospital, onde lhe colocaram um pace-maker.
Meses antes de morrer, Henry Fonda recebeu o Oscar de Melhor Actor pela sua interpretação em “A Casa do Lago” (1981). 

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEJames Neville Mason, actor britânico, nasceu em Huddersfield no dia 15 de Maio de 1909. Morreu em Lausanne, em 27 de Julho de 1984, vítima de colapso cardíaco.
Foi aluno do Colégio Marborough, tendo-se licenciado em Arquitectura na Universidade de Cambridge, antes de se decidir pelos palcos. Estreou-se como actor teatral em 1931, na Old Vic Company, chamando a atenção do realizador americano Albert Parker que, em 1935, o viria a dirigir em “Late Extra”, o primeiro dos seus mais de 130 filmes.
Tornou-se rapidamente num astro de nível internacional e, em 1954, interpretou um dos seus melhores papéis em “Nasceu uma estrela”, contracenando com Judy Garland. Com este filme, obteve a sua primeira nomeação para os Oscars, tendo sido ainda nomeado mais duas vezes, em 1962 e 1982.
James Mason, que residiu na Inglaterra e nos Estados Unidos da América, mudou-se para a Suíça em 1982, morando com a esposa em Vevey, uma pequena cidade junto ao lago de Genebra.
É considerado um dos maiores actores britânicos e de Hollywood de todos os tempos, tendo interpretado filmes inesquecíveis como “O Prisioneiro de Zenda”, “Pandora”, “A Raposa do Deserto”, “Júlio César” e “20 000 léguas submarinas”.  

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

EFEMÉRIDE – José Manuel “JolyBraga Santos, compositor de música erudita e maestro português, condecorado com a Ordem de Santiago da Espada em 1977, nasceu em Lisboa no dia 14 de Maio de 1924. Morreu, também na capital portuguesa, em 18 de Julho de 1988. Durante a sua vida, que terminou quando estava no máximo da criatividade, escreveu seis sinfonias.
A música, que começou a ouvir aos dois anos de idade, foi a sua primeira forma artística. Gostava que lhe oferecessem instrumentos musicais e o pai, apercebendo-se da sua predilecção pela música, levava-o aos concertos e à ópera.
Aos cinco anos, começou a tocar num violino de brincadeira. O seu apego a este instrumento parecia conduzi-lo a uma carreira de violinista profissional. Na verdade, chegou a estudar violino e composição no Conservatório de Lisboa, onde foi aluno de Luís de Freitas Branco. Provando ser o seu aluno mais talentoso, Joly herdou do mais proeminente compositor da altura a paleta de cores das suas orquestrações. Outra pessoa que muito contribuiu para a sua formação foi o maestro Pedro de Freitas Branco, que deu a conhecer a obra de Braga Santos em todo o mundo. O próprio compositor lembrava: «Ele ajudou-me de uma forma espantosa e abriu caminho à formação que mais tarde eu viria a ter.».
Durante a sua juventude, no contexto da guerra mundial de então, não pôde ter um contacto mais próximo com a cultura musical europeia. Joly Braga Santos procurou assim inspiração na tradição portuguesa, especialmente na obra do seu mestre Luís de Freitas Branco. O antigo folclore português e o polifonismo renascentista estão bem presentes neste período, durante o qual compôs as suas primeiras quatro sinfonias. O talento de Joly demonstra-se assim a si próprio, pelo facto das referidas obras terem sido compostas entre os 22 e os 27 anos e serem imediatamente executadas pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional. Antes de completar os 20 anos, já ele transpusera para a música textos de Antero de Quental, Fernando Pessoa e Luís de Camões, que voltaria a ser fonte de inspiração da sua “Sexta Sinfonia”. Contudo, na “Quarta Sinfonia”, já tinha usado um poema de Vasconcellos Sobral no seu epílogo, tema que chegou a ser proposto para Hino Mundial da Juventude.
O contacto com a Europa aconteceu com a sua ida para Itália, país onde foi bolseiro em musicologia, composição musical e direcção de orquestra. No seu regresso a Portugal, tornou-se uma figura de destaque na direcção de orquestras e, durante um longo período, deixou de lado a composição. Referia-se a essa fase como um período “sabático”, antes de se dedicar, em 1965, à sua maior criação, a “Quinta Sinfonia”. Esta obra foi o seu último trabalho puramente orquestral, pois a “Sexta Sinfonia” foi composta para coro e soprano. Por esta altura, já ele estava bastante familiarizado com a mudança de estilo musical resultante do período pós-guerra. Braga Santos também catapultou a sua carreira nesse sentido, embora sem nunca perder a qualidade melódica que fez a sua música tão brilhante, misturando-a apenas com um pouco daquela aspereza que aparecia então na música mundial. Neste período, compôs a ópera “Trilogia das Barcas”, baseada em Gil Vicente e estreada em 1970 no Festival da Gulbenkian, constituindo umas das grandes obras de sempre do repertório lírico português.
A música de Joly Braga Santos pode ser vista principalmente como uma fusão dos vários estilos europeus, particularmente da Europa Ocidental. Foi ele próprio quem disse: «Desde sempre entendi que tinha de criar o meu próprio estilo e que a minha música devia ser o resultado dessa criação.» A melodia era, para ele, a razão de ser da música.
Além da vasta obra musical, Braga Santos pertenceu ao Gabinete de Estudos Musicais da Emissora Nacional, foi Director da Orquestra Sinfónica do Porto, Maestro Assistente e de Captação da Orquestra Sinfónica da RDP, professor de Composição do Conservatório Nacional de Lisboa, crítico e articulista, entre outros, do “Diário de Notícias” e fundou ainda a Juventude Musical Portuguesa.
O musicólogo João de Freitas Branco, autor da obra de referência da história da música portuguesa, salientou a generosidade cultural do maior sinfonista português: «Ele é o inverso do artista que se dirige apenas a minorias privilegiadas. Ele queria que muitas pessoas viessem a usufruir da sua arte.». Comunicar para ele era essencial, contribuindo para isso o seu espírito aberto. Pai de uma família muito unida, adorava as suas filhas, a quem chamava as suas “pequeninas maravilhas”.
Foi eleito pela UNESCO como um dos 10 melhores compositores da música contemporânea de então.

Domingo, 13 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEGeórgios Nicholas Papanicolaou, médico grego, pioneiro no estudo da citologia e na detecção precoce de cancro, nasceu em Kymi, Eubeia, no dia 13 de Maio de 1883. Morreu em  Nova Jersey, em 19 de Fevereiro de 1962, vítima de doença coronária.
Foi o criador do chamado “Teste Papanicolau”, exame realizado para detectar precocemente tumores cancerosos na vagina e no colo do útero. Pelas suas contribuições para a ciência médica, foi laureado com o Prémio Lasker, em 1950.
Estudou na Universidade de Atenas, onde se licenciou em 1904. Seis anos depois, doutorou-se na Universidade de Munique na Alemanha. Em 1913, emigrou para os Estados Unidos indo trabalhar no Departamento de Patologia do Hospital de Nova Iorque e no Departamento de Anatomia da Escola de Medicina da Universidade de Cornell.
Quando de um colóquio em 1928, dissertou sobre o modo de diagnosticar o cancro no colo do útero. Em virtude de não se ter podido apoiar num número significativo de casos, o seu trabalho não foi apreciado no seu justo valor.
Juntamente com Herbert Frederik Traut, publicou em 1941 “Diagnostic Value of Vaginal Smears in Carcinoma of the Uterus” e em 1943 “The Diagnosis of Uterine Cancer by the Vaginal Smear”. O “Teste Papanicolau” conheceu então um grande desenvolvimento e passou a ser utilizado no mundo inteiro para a detecção e prevenção do cancro e de outras doenças citológicas do sistema reprodutor feminino. 

Sábado, 12 de Maio de 2012

Imitação: Isaltino Morais estreia Programa de Culinária

E viva o Isaltino!!
EFEMÉRIDEAlexei Andreievitch Tupolev, engenheiro projectista aeronáutico soviético, como o seu pai Andrei Tupolev, morreu no dia 12 de Maio de 2001. Nascera em 20 de Maio de 1925.
Quando terminou os seus estudos em 1942, mudou-se para Omsk, onde trabalhou pela primeira vez com o pai. O seu primeiro trabalho como projectista foi desenvolver uma ponta de cauda em madeira para a fuselagem do Tupolev Tu-2. Esta solução técnica foi utilizada para produção em série, em virtude da falta de materiais durante a Segunda Guerra Mundial.
Após o regresso a Moscovo em 1943 e a finalização dos seus estudos no Instituto de Aeronáutica desta cidade, integrou-se definitivamente no departamento de estudos em 1949. Durante este período, trabalhou sobretudo no desenvolvimento do Tupolev Tu-16, um bombardeiro de longo alcance. Após ter sido chefe de uma equipa de projectos durante a década de 1960, ocupou o cargo de projectista chefe depois do falecimento do pai em 1972.
Foi responsável, entre outros feitos, da concepção do primeiro avião comercial supersónico soviético, o Tupolev Tu-144, apelidado de forma irónica no ocidente como Concordsky, por causa da sua enorme semelhança com o Concorde franco-britânico. Também participou no desenvolvimento da nave espacial soviética Buran.

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEBob Marley, de seu verdadeiro nome Robert Nesta Marley, cantor, guitarrista, autor e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, morreu em Miami no dia 11 de Maio de 1981. Nascera em Rhoden Hall, em 6 de Fevereiro de 1945.
Foi pai de onze filhos, nove de seis mães diferentes e dois adoptados. Vários deles seguiram igualmente carreiras musicais.
Era filho de um oficial do exército inglês e de uma adolescente negra jamaicana. Após a morte do pai em 1955, Marley e a mãe mudaram-se para Trenchtown, um gueto de Kingston, onde o pequeno Robert era provocado pelos negros locais, por ser mulato e ter baixa estatura. Bob teve uma juventude muito difícil e isso ajudou-o a ter pontos de vista bastante críticos sobre os problemas sociais. Começou as suas experiências musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae, enquanto este estilo se desenvolvia. O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae no exterior da Jamaica. Assinou em 1971 um contrato com a Island Records, na época uma editora muito influente e inovadora. Foi nela, com “No Woman, No Cry”, em 1975, que ganhou fama mundial.
Bob Marley deixou a Jamaica no final de 1976 e foi para Inglaterra, onde gravou os álbuns “Exodus” e “Kaya”. Lançou a música “Africa Unite”, no álbum “Survival” de 1979, sendo convidado para a tocar nas festas da independência do Zimbabwe em Abril de 1980.
Bob Marley era adepto do movimento rastafari. Nas suas canções, pregava irmandade e paz para toda a humanidade. Era um grande defensor da maconha, usada por ele no sentido de comunhão. Na capa de “Catch a Fire” pode ver-se ele a fumar maconha e o uso espiritual da cannabis foi mencionado em muitas das suas canções.
Em Julho de 1977, descobriu uma ferida no dedo grande do pé direito, que ele pensou ser resultado de uma partida de futebol. A ferida porém não cicatrizou e a unha caiu. Foi-lhe então diagnosticado um melanoma maligno. Os médicos aconselharam-no a amputar o dedo, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris que diziam que «os médicos são homens que enganam os ingénuos, fingindo ter o poder de curar». Além disso, ele estava também preocupado com o impacto que a operação teria nos seus movimentos, num momento em que se encontrava no auge da carreira.
Segundo um dos filhos, Marley converteu-se ao cristianismo em 1977. Antes de morrer, foi baptizado na Igreja Ortodoxa da Etiópia, com o nome de Berhane Selassie. O cancro entretanto alastrou para o cérebro, pulmões e estômago. Durante uma tournée no Verão de 1980, numa tentativa de se afirmar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. Isto aconteceu depois de uma série de concertos que tinha dado em Inglaterra e no Madison Square Garden. A doença impediu-o de continuar. Marley procurou então ajuda e decidiu ir para Munique durante vários meses, para ser tratado pelo controverso especialista Josef Issels, não tendo obtido quaisquer melhoras. O cancro, pelo contrário, generalizou-se.
Um mês antes da sua morte, foi premiado com a Ordem de Mérito Jamaicana. Ele gostaria de ter passado os seus últimos dias na terra natal, mas a doença agravou-se durante o voo de regresso da Alemanha e teve de ser internado de urgência em Miami, tendo falecido no hospital Cedars of Lebanon. Tinha 36 anos. O seu funeral, na Jamaica, foi uma cerimónia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Foi sepultado numa capela em Nine Mile, perto da cidade natal, juntamente com a sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster de cor vermelha.
A música e a lenda de Bob Marley ganharam mais força desde a sua morte e continuam a render grandes lucros aos seus herdeiros. O seu desaparecimento deu-lhe um estatuto mítico semelhante ao de Elvis Presley e John Lennon. Marley é ainda hoje muito popular em todo o mundo, particularmente em África e na América Latina. É considerado por muitos como a primeira estrela pop do Terceiro Mundo. Desde a sua morte, o dia 6 de Fevereiro, data do seu aniversário, é feriado nacional na Jamaica.
Entre as honrarias e os prémios que recebeu, salientam-se uma Estrela na Calçada da Fama em Hollywood, a Medalha da Paz do Terceiro Mundo das Nações Unidas e um Grammy pelo Conjunto da sua Obra. “One Love” foi considerada a Canção do Milénio pela BBC. Foi eleito pela revista “Rolling Stone” o 11º maior artista musical de todos os tempos.
Vendeu mais de 200 milhões de discos em todo o mundo. Ficou na memória colectiva como um dos símbolos universais da contestação, suplantando por vezes políticos e revolucionários como Che Guevara, Malcolm X ou Nelson Mandela. 

Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

EFEMÉRIDELinda Evangelista, supermodelo de nacionalidade canadiana, nasceu em Saint Catharines, Ontário, no dia 10 de Maio de 1965.
Aos doze anos de idade, já tinha decidido que queria ser modelo. Não demorou muito tempo para se iniciar a concretização do sonho desta jovem, pertencente a uma família operária de origem italiana e educada segundo a tradição católica. Em 1978, com apenas treze anos, participou num concurso de beleza para adolescentes, realizado em Niagara Falls. Apesar de não ter sido a vencedora, o concurso funcionou como catapulta para a carreira que ela ambicionava. Um agente que estava presente, à espreita de novos talentos, ficou fascinado com a sua beleza, onde se destacavam os olhos azuis-esverdeados, e contratou-a.
Mesmo assim, a sua ascensão não foi fácil e, só aos 18 anos, deixou a agência de manequins em Toronto, onde trabalhava, para ingressar nas fileiras da poderosa Elite, o que a levou a mudar-se para Nova Iorque. Como a carreira não progredia da forma pretendida, mudou-se para Paris à procura de melhor sorte. Linda teve, no entanto, de esperar três anos, desde a entrada na Elite, para dar outro salto significativo na carreira e assinar contrato com a conceituada revista de moda “Vogue”. A partir daí tudo correu a um ritmo alucinante, permitindo-lhe recuperar o tempo perdido. Apareceu nas capas de todas as revistas de moda internacionais e passou a integrar o grupo das supermodelos.
Ganhou também fama por mudar constantemente a cor dos cabelos, o que teria acontecido 17 vezes no espaço de quatro anos. Tal como algumas colegas das passerelles, também Evangelista apareceu em videoclipes de cantores famosos, tendo participado nos clipes “Freedom 90” e “Too Funky” de George Michael.
À semelhança de outras top models, também trabalha para angariar fundos destinados a acções de beneficência. A sua preferência vai para o apoio às pesquisas sobre a SIDA e o cancro da mama.
Ao longo da carreira, Linda Evangelista criou fortes laços de amizade com outras top models, tendo formado – com Naomi Campbell, Cindy Crawford, Christy Turlington, Claudia Schiffer e Kate Moss – o grupo conhecido como Super Six, as supermodelos dos anos 1990. Para além de muito solicitada para desfilar nas passerelles, Linda Evangelista apareceu em campanhas publicitárias das empresas American Express, Calvin Klein, Chanel, Versace, Ralph Lauren, Dior, Chloé, Hermès, Yves Saint-Laurent e Revlon, entre outras.
Linda Evangelista está actualmente afastada do mundo da moda, mas recebe ainda convites para desfilar em passarelles de famosas casas de alta-costura e para fazer capas de revistas da especialidade. Ela é agora sobretudo uma activista humanitária e declara-se distante da menina que disse um dia «não sair da cama por menos de 10 000 dólares». Em 2005, comentando a sua famosa declaração, disse: «Não suporto a forma como isso me persegue. Eu declarei isso há muito tempo e espero ser hoje uma pessoa diferente. Agora saio da cama por uma razão muito melhor. Faço parte de uma equipa que angaria milhões de dólares e alerta a consciência das pessoas para a SIDA».
No meio dos anos 1980, casou-se com Gérald Marie, presidente da Elite Europa. Em 1998 começou uma relação com o célebre guarda-redes da equipa de França de futebol Fabien Barthez.
O magazine “People”, nos anos 1990, consagrou-a como uma das 50 mais belas pessoas do mundo. Tem uma estrela na Alameda das Celebridades Canadianas em Toronto. Recebeu em 2009 o World Style Award.

Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEMarco Ferreri, actor, realizador e cenarista italiano, morreu em Paris no dia 9 de Maio de 1997, vítima de crise cardíaca. Nascera em Milão, em 11 de Maio de 1928.
Durante a juventude, estudou veterinária e trabalhou como jornalista e vendedor de aparelhos de projecção. Iniciou-se no cinema fazendo documentários e publicidade e foi director de produção. Em Espanha (1956), rodou três filmes para o escritor humorista Rafael Azcona, todos eles pautados pelo humor negro e por fortes críticas aos mitos sociais contemporâneos. Estas são, aliás, as características que irão pautar todos os filmes da sua carreira. Entre os mais conhecidos, destaca-se “La Grande Bouffe”, de 1973, com Marcello Mastroianni, Michel Piccoli, Philippe Noiret e Ugo Tognazzi, uma desconcertante alegoria sobre a sociedade de consumo, em que um grupo de quatro amigos se suicida por hiperalimentação.
Em 1951 fundou, juntamente com Riccardo Ghione, “Documento mensile”, um efémero cine jornal no qual colaboraram grandes nomes do cinema e da literatura. No ano seguinte, foi director de produção do filme de Alberto Lattuada “Le Manteau”.
Em 1953 produziu com Zavattini e Ghione “L’amore in città”, um filme-inquérito realizado sob a forma de sketches. Apareceu como actor no episódio “Os Italianos”, realizado pelo seu amigo Alberto Lattuada. Será no mesmo ano o intérprete de “La spiaggia”, película em que foi igualmente director de produção. No ano seguinte, fez parte do elenco de “Donne e soldati”.
Seguiram-se vários filmes, que culminaram em 1960 com “El cochecito”, que triunfou no Festival de Veneza e obteve em Paris o Grande Prémio do Humor Negro
Em 1962 colaborou no cenário de “Mafioso”, realizado por Lattuada. Protagonizou depois uma sátira à instituição do matrimónio em Itália, “Una storia moderna: l'ape regina”, que lhe trouxe os primeiros dissabores junto da censura e o colocou definitivamente na categoria de cineastas iconoclastas. Foi actor em “Sortilégio” (1970).
Nos anos 1970, o interesse de Ferreri por temas sulfurosos intensificou-se. Os seus filmes analisam as nevroses engendradas pela produtividade industrial e pela acumulação capitalista nas sociedades modernas. Transforma Annie Girardot num animal de circo, dotado de um impressionante sistema capilar, em “La donna scimmia”. Pede a Ugo Tognazzi para incarnar um professor de educação sexual em “Controsesso” e transforma Catherine Deneuve numa “mulher cadela” em “La cagna”. Designava-se a ele próprio como um cineasta de mau gosto…
Depois de “Ciao maschio”, rodado em Nova Iorque, Ferreri passou a interessar-se pelo mundo da infância, a última oportunidade de uma sociedade em que sempre filmou a decadência. Depositava todas as suas esperanças na juventude, a única força capaz de, segundo ele, mudar o mundo para melhor. 

Posiblemente. Patxi Andion.wmv

Patxi Andion

Terça-feira, 8 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEFernandel, de seu verdadeiro nome Fernand Joseph Désiré Contandin, cantor, actor e realizador francês, nasceu em Marselha no dia 8 de Maio de 1903. Morreu em Paris, em 26 de Fevereiro de 1971.
Proveniente do music-hall, ele foi durante várias décadas uma das maiores estrelas do cinema francês e um campeão das bilheteiras, tendo atraído mais de cem milhões de espectadores às salas de cinema. Cómico emblemático do cinema do pós-guerra, vários dos seus filmes tornaram-se clássicos, como “Le Schpountz”, “L'Auberge rouge”, “Ali Baba et les Quarante voleurs” e “La Cuisine au beurre” e, igualmente, vários dos seus personagens, como Don Camillo. Brilhou também em representações dramáticas, nomeadamente em “La Vache et le Prisonnier”.
Deixou para a posteridade uma discografia importante de canções populares. Granjeou uma popularidade tal que o general De Gaulle declararia, em 1968, que «Fernandel era o único francês, no mundo actual, mais célebre do que ele»… Marcel Pagnol disse também que «Fernandel era um dos maiores e mais célebres actores do seu tempo e que só poderia ser comparado a Charlie Chaplin».
O pai, contabilista, mas também cantor e comediante amador, e a mãe, igualmente comediante amadora, adivinharam rapidamente o talento do filho. Fernand acompanhava frequentemente o pai, em concertos nos arredores de Marselha. Tendo concorrido a um concurso para pequenos cantores, ganhou mesmo o primeiro prémio.
Quando acabou os estudos, o pai colocou-o no Banco Nacional de Crédito, de onde não tardou a ser despedido. Arranjou outros empregos, mas a sua paixão pelo canto e o seu carácter muito peculiar não lhe permitiam assegurar uma situação estável. Paralelamente, actuava em vários cafés-concerto. 
Depois do serviço militar (1925/1926), fixou-se em Paris onde cantou no “Bobino”. Foi tal o sucesso que, no dia seguinte, assinou um contrato para actuar durante 19 semanas. Depois da morte do pai, em 1930, o director do Casino de Paris e do Teatro Mogador contratou-o para uma revista. O realizador Marc Allégret, que assistia a um destes espectáculos, ofereceu-lhe um papel num filme que ele preparava com Sacha Guitry (“Le Blanc et le Noir”). O ano de 1930 marcou assim o começo da sua carreira cinematográfica.
No ano seguinte, Jean Renoir convidou-o para um personagem mais importante em “On purge bébé”. Em 1932, foi pela primeira vez a principal vedeta de um filme (“Le Rosier de madame Husson”). A partir daí, os êxitos multiplicaram-se mas isso não impedia que Fernandel continuasse a sua carreira de cantor. Entrou em várias comédias musicais que, muitas vezes, eram posteriormente adaptadas ao cinema.  
Em 1939, em virtude da Segunda Grande Guerra Mundial, foi chamado de novo para o exército, só sendo desmobilizado depois do armistício. Durante a guerra, gravou “Francine”, uma canção contra a propaganda alemã. 
Depois de alguns filmes sem grande relevo na década de 1940, reencontrou o sucesso em 1950 graças ao início da série “Don Camillo”, baseada na obra de Giovannino Guareschi, em que um padre e um presidente de uma câmara comunista se entregam a uma luta de influências numa pequena vila italiana: “Le Petit Monde de Don Camillo” (1951) e “Le Retour de Don Camillo” (1953). Depois, com outros realizadores, fez “La Grande Bagarre de Don Camillo” (1955), “Don Camillo Monseigneur” (1961), “Don Camillo en Russie” (1965) e por fim “Don Camillo et les Contestataires”, película que ele começou em 1970, mas que não acabaria, vítima de cancro num pulmão.
Em 1963 fundara, juntamente com Jean Gabin, a produtora Gafer. Teve igualmente grande êxito com a gravação de textos das “Cartas do meu moinho” de Alphonse Daudet. Realizou três filmes: “Simplet” em 1942, “Adrien” em 1943 e “Adhémar ou le Jouet de la fatalité” em 1951.
Em Janeiro de 1953, quando esteve em Roma, Pio XII pediu-lhe para ir ao Vaticano, afim que ele pudesse falar com «o mais conhecido dos padres da cristandade, depois do Papa»… 

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEDouglas Fairbanks Jr., actor norte-americano, além de militar condecorado na Segunda Guerra Mundial, morreu em Nova Iorque no dia 7 de Maio de 2000. Nascera na mesma cidade em 9 de Dezembro de 1909.
Filho de Douglas Fairbanks, um dos primeiros personagens lendários de Hollywood, estudou a partir dos dez anos em Paris, para onde seguira com a mãe recém-divorciada. Assinou um contrato com a Paramount aos catorze anos de idade, contra a vontade paterna, que desejava para ele o caminho da universidade. Estreou-se em 1923 numa comédia, a que se seguiram outros trabalhos no cinema, todos de fraca memória, com excepção do drama “Stella Dallas” em 1926.
A transição para o cinema sonoro foi tranquila, ajudada inclusivamente pelo seu casamento com Joan Crawford, com quem protagonizou “Our Modern Maidens” em 1929. Na década de 1930, conheceu finalmente a fama com os filmes “The Dawn Patrol” (1930), “Little Caesar” (1931), “The Prisoner of Zenda” (1937), onde interpretou um espadachim (personagem imortalizado pelo próprio pai numa série de filmes na era muda), “Gunga Din” (1939) e “The Corsican Brothers” (1941).
Fairbanks interrompeu a carreira para participar na Segunda Guerra Mundial, tendo-se alistado na Marinha e servido sob as ordens do herói inglês Lord Mountbatten. Lutou na frente de batalha e recebeu diversas medalhas: a Silver Star e a Legion of Merit do seu país, a British Distinguished Service Cross da Inglaterra e as francesas Légion d'Honneur e Croix de Guerre.
Findo o conflito, voltou a Hollywood, mas passava muito tempo no Reino Unido, onde frequentava os altos círculos sociais. Em 1949 recebeu uma condecoração no Palácio de Buckingham e era íntimo da Rainha Elizabeth e do Príncipe Filipe, a quem recebia inclusivamente na sua mansão. No cinema, voltou ao género de capa-e-espada em “Sinbad the Sailor” (1947) e em “The Exile” (1947). Foi-se afastando depois, aos poucos, da 7ª arte. Trabalhou esporadicamente no teatro, como por exemplo na produção americana de “My Fair Lady”. Entre 1954 e 1956, protagonizou na televisão a série “Douglas Fairbanks Jr. Presents…” e participou em vários telefilmes.
Após vender a sua mansão em Inglaterra, fixou-se em Nova Iorque, onde se dedicou à prática de desportos, aos negócios e à vida de socialite. Fairbanks casou-se três vezes. Após se divorciar de Joan Crawford, desposou Mary Lee Eppling, cujo casamento só terminou com o falecimento dela em 1988. Por fim, uniu-se a Vera Shelton em 1991, com quem viveu até à sua própria morte, vítima de crise cardíaca. 

Domingo, 6 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEÁrpád Szenes, pintor, ilustrador e desenhador húngaro, naturalizado francês em 1956, nasceu em Budapeste no dia 6 de Maio de 1897. Morreu em Paris, em 16 de Janeiro de 1985.
Tendo por origem uma família de intelectuais e artistas, manifestou bastante cedo os seus dons para o desenho e para a pintura. No fim dos estudos secundários, descobriu a arte contemporânea internacional.
Depois de ter feito o serviço militar de 1916 a 1918, entrou na Academia Livre de Budapeste. Quando da Revolução de 1919 na Hungria, pôde observar a diversidade de cartazes cubistas, futuristas e construtivistas que cobriram as paredes e muros da cidade.
Depois de ter exposto pela primeira vez as suas pinturas abstractas em 1922, Árpád Szenes iniciou em 1924 uma longa viagem pela Europa que o levou até Berlim, Munique, Itália e Paris (1925) onde, para ganhar a vida, fazia caricaturas nos cafés de Montmartre. Na Académie de la Grande Chaumière encontrou, em 1928, a pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva com quem casou um ano depois. Desde essa época, fez numerosos retratos da sua mulher a trabalhar. Em 1930, estiveram vários meses na Hungria e na Transilvânia, vivendo em colónias de artistas. Árpád e Maria Helena formaram um dos mais célebres casais de pintores da arte contemporânea.
Em 1931, trabalhou com gravuras no Atelier 17, onde encontrou os pintores surrealistas Miró e Max Ernst. Até ao início da Segunda Guerra Mundial, o casal vinha frequentemente a Portugal, instalando-se mesmo em Lisboa nos anos 1935 e 1936.
Em 1939, deixaram Paris, confiaram o seu atelier e as suas pinturas a uma amiga e voltaram a Lisboa, mas desta vez para embarcarem para o Brasil, onde residiram durante a Segunda Guerra Mundial e no período pós-guerra. Em 1944, Árpád abriu um atelier que era frequentado por numerosos jovens artistas. Devido ao facto de ser judeu e Helena Vieira da Silva ter perdido a nacionalidade portuguesa, eram oficialmente apátridas. Regressaram a Paris em 1947.
Uma viagem que fez em 1958 pelo sul de Espanha estará na origem do desenvolvimento mais paisagista da sua pintura. Em 1966, fez cinquenta guaches para acompanhar um livro do poeta René Char. De 1970 a 1973, uma primeira retrospectiva da sua obra foi apresentada numa dezena de museus de província e, em 1974, na cidade de Paris. Uma grande exposição foi também realizada na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
Depois da sua morte, uma nova retrospectiva foi exposta em 2000 na Câmara Municipal de Paris. A sua ligação com Portugal está bem consubstanciada na existência da Fundação Árpád Szenes-Vieira da Silva, que reúne em Lisboa os nomes e as obras dos dois grandes artistas.  

Sábado, 5 de Maio de 2012

EFEMÉRIDEAdele Laurie Blue Adkins, cantora e compositora britânica, nasceu em Tottenham, Londres, no dia 5 de Maio de 1988.
Começou a cantar aos quatro anos de idade, influenciada pelas Spice Girls. Aos 9 anos, Adele e a mãe mudaram-se para Brighton e, mais tarde, quando tinha onze, para Brixton e, depois ainda, para o vizinho distrito de West Norwood no sul de Londres. West Norwood foi, aliás, o tema para o primeiro single da cantora, intitulado “Hometown Glory”, escrito por ela mesma aos 16 anos. Entre os seus ídolos da juventude contam-se The Cure, Etta James, Peggy Lee e Beyoncé.
Em 2006, Adele atraiu a atenção da XL Recordings, com três gravações publicadas na Internet por um dos seus amigos, e acabou por assinar contrato com esta editora. O seu álbum “19” foi aclamado pela crítica, foi um sucesso de vendas e recebeu três discos de platina. O êxito nos Estados Unidos surgiu após uma sua apresentação no programa Saturday Night Live em 2008.
Foi a primeira cantora a receber o prémio Critics' Choice do BRIT Awards e foi nomeada Artista Revelação em 2008 pelos críticos da BBC. Em 2009, ganhou dois Grammy Awards de Artista Revelação e Melhor Vocal Pop Feminino e, em 2012, recebeu 6 Grammy Awards. Teve o reconhecimento mundial ao lançar o álbum “21” e ao dominar os Tops de sucesso nos Estados Unidos e Reino Unido, com o singleRolling In The Deep”. Em 2011, a revista “Billboard” nomeou-a Artista do Ano. Em 2012, foi colocada pela “VH1” na quinta posição da lista das 100 Grandes Mulheres da Música.
Adele lançou o seu segundo álbum em Janeiro de 2011 em Inglaterra e em Fevereiro nos Estados Unidos, também com grande sucesso.
Depois de uma aclamada performance ao vivo no BRIT Awards de 2011, a canção “Someone Like You” chegou ao primeiro lugar nos tops do Reino Unido, enquanto o respectivo álbum também ficou em número um. A Official Charts Company anunciou que Adele era a primeira artista a ter, ainda em vida, simultaneamente, uma canção e um álbum em primeiro lugar nos hits de Inglaterra, o que não acontecia desde os Beatles em 1964.
Em Outubro de 2011, a editora norte-americana Columbia Records anunciou que Adele teria de ser operada às cordas vocais e que deveria ficar em repouso durante um largo período. Foi lançado em Novembro, o DVD “Adele Live at The Royal Albert Hall”. Adele completa agora 24 anos, ainda com um longo e brilhante futuro à sua frente.

Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

EFEMÉRIDECarlos Monsiváis Aceves, escritor, ensaísta, jornalista, cenarista, actor e crítico de cinema mexicano, nasceu na cidade do México em 4 de Maio de 1938. Morreu na mesma cidade no dia 19 de Junho de 2010.
Foi um dos mais importantes escritores mexicanos contemporâneos e uma das vozes mais conhecidas da cultura hispânica dos nossos tempos. Participou na vida cultural em múltiplas iniciativas (revistas, mesas-redondas, programas de rádio e televisão, jornais, colóquios, museus, filmes, antologias…), que o tornaram célebre e fizeram dele um personagem essencial da cidade do México. O escritor Adolfo Castañón, no seu ensaio “Um homem chamado cidade”, considerou-o como «o último escritor público do México» na medida em que «não só todos os mexicanos o leram ou ouviram, mas também cada um pode reconhecê-lo na rua».
Desde muito novo, colaborou em suplementos culturais e nos jornais mais importantes do México. Fez os seus estudos na Faculdade de Filosofia e de Letras da Universidade Nacional Autónoma e também no Seminário Teológico Presbiteriano. A sua grande cultura, a sua curiosidade universal, a sua escrita eficaz e a sua capacidade de síntese permitiram-lhe dissecar os aspectos fundamentais da vida cultural e política mexicana.
Porque a maior parte da sua obra foi inserida em periódicos, é difícil fazer uma estimativa do seu volume. Se bem que tenha publicado numerosos livros (mais de cinquenta), a maior parte dos seus escritos nunca foram editados e só podem ser consultados em revistas, suplementos, semanários e outros tipos de publicações. 

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